BIOGRAFIA
Reinventora do amor
Galeria
Considerada o marco principal da liberação feminina no Brasil, Leila Diniz (1945-1972) é tema de livro do jornalista Joaquim Ferreira dos SantosPopular estrela de telenovelas e filmes de sucesso nos anos 60, entre eles os cultuados “Todas as Mulheres do Mundo” e “Edu, Coração de Ouro”, ambos de Domingos de Oliveira, e “Fome de Amor”, de Nelson Pereira dos Santos, Leila tornou-se em definitivo um fenômeno nacional em 1969, após conceder ousada entrevista ao jornal alternativo “O Pasquim”. Em meio a outras inusitadas declarações, até então inéditas na boca de uma brasileira famosa, Leila afirmava poder “amar uma pessoa e ir para a cama com outra” e que “na minha caminha, um homem dorme algumas noites, mais nada”.Em “Leila Diniz: uma Revolução na Praia”, o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos emociona o leitor ao narrar, com indisfarçada admiração por sua biografada, aquilo que se pode considerar a sofrida saga de uma mulher corajosa que teve a audácia de ser “diferente”, em tempo de sombrios preconceitos fomentados por um regime assumidamente repressivo. Atacada pela direita, que a classificou de “imoral” e “vagabunda”, e pela esquerda (então assexuada), que achava coisa de “alienados” suas conversas públicas sobre sexualidade, a bela atriz manteve inalterada sua personalidade no campo amoroso e a maneira espontânea de entremear frases com palavrões.Leila Roque Diniz nasceu no dia 25 de março de 1945, em Niterói, Rio de Janeiro, filha de um bancário comunista, preso no governo de Eurico Gaspar Dutra, e de uma professora de educação física. Ingressou no teatro ainda adolescente, exerceu o magistério por uns tempos e, segundo ela própria, perdeu a virgindade com plena convicção do que estava fazendo, “entre 15 e 16 anos”. Sua carreira como protagonista de televisão foi bruscamente interrompida quando a folhetinesca Janete Clair a vetou, explicitamente, para um papel em “Véu de Noiva”, alegando grosseiramente que, em novela de sua autoria, não havia lugar para uma atriz que “passa a impressão de ser puta”.Uma mulher para o mundo“Todas as Mulheres do Mundo”, de Domingos de Oliveira, traz a melhor interpretação de Leila Diniz no cinema. Foi considerado pelo crítico Maurício Gomes Leite “um dos melhores filmes feitos no Brasil - e o mais carioca de todos os tempos”. Mesmo hoje, quatro décadas depois, Ruy Castro não hesita em colocá-lo entre as quatro melhores produções cinematográficas nacionais. Na época do lançamento do filme, a onda era fazer produções tipo “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, com o objetivo de confrontar o discurso totalitarista da ditadura. Assim, uma bela celebração ao amor, sem quaisquer conotações políticas óbvias, só poderia ser literalmente denotada como uma abjeção alienante, na visão radical dos diretores do Cinema Novo. Hoje, com seu discurso hermético e alegórico, “Terra em Transe” parece algo datado, enquanto “Todas as Mulheres do Mundo” conserva um frescor estético e uma atualidade impressionantes.Segundo Joaquim Ferreira dos Santos, nunca antes havia chegado ao cinema nacional um personagem com o perfil do interpretado ali por Leila Diniz, numa fuga aos estereótipos das fêmeas apresentados nas telas brasileiras. Entrava em cena a imagem da mulher “na dela”, tal sua intérprete, que carregava pílula anticoncepcional na bolsa, exigia o orgasmo nas relações sexuais, não corria atrás de casamento e fazia com seus parceiros o que eles passaram a vida inteira fazendo com elas.O comportamento de Leila, como seria de esperar, escandalizou e enraiveceu os puritanos de plantão, sobretudo os censores da ditadura, e ela era odiada pelo então ministro Alfredo Buzaid, conhecido por seus posicionamentos esdruxulamente reacionários e radicais. Certa vez, quando Leila participava, na TV Tupi, do corpo de jurados do programa Flávio Cavalcanti, dois policiais estavam preparados para subir ao palco e entregar-lhe uma intimação, com o espetáculo sendo transmitido para todo o Brasil, e dizer-lhe ao vivo: “Dona Leila Diniz, a senhora queira nos acompanhar”.Flávio Cavalcanti, que já fora advertido pelos militares que devia dispensar Leila do júri e se recusara a fazê-lo, percebeu a presença dos policiais, avisou a atriz em um intervalo comercial e esquematizou sua fuga. Quando o programa voltou ao ar, ela pediu licença ao apresentador para ir ao toalete, provocando gargalhadas do auditório, mas na verdade dirigiu-se a um veículo que a conduziria a um “exílio” na casa do próprio apresentador, em Petrópolis. Tido como reacionário de extrema direita, contumaz quebrador dos discos de Caetano Veloso, Flávio Cavalcanti foi capaz dessa ação extremamente digna e solidária, ele próprio se expondo à fúria dos militares e do ministro Buzaid, que rotulava Leila de “imoral e subversiva depravada”.Definições de uma mulherApós seu prematuro desaparecimento, Carlos Drummond de Andrade, o poeta-ícone nacional, escreveu no Jornal do Brasil: “Leila para sempre Diniz, feliz na lembrança gravada: moça que sem discurso nem requerimento soltou as mulheres de vinte anos presas ao tronco de uma especial escravidão”. O cronista Rubem Braga, seu amigo e vizinho em Ipanema, comentou: “Sua ousadia chocou, mas ajudou a mudar a mulher brasileira. Sempre será citada pelos sociólogos de costumes. Leila Diniz foi um momento, foi uma etapa na História”.Mas, vale ressaltar, vem da própria Leila Diniz, em seu diário pessoal redigido de forma primorosa, sua melhor e mais completa definição: “Talvez eu seja no fundo a mais ingênua das criaturas, a mais cristã e ideológica que se possa imaginar, Esperava do mundo uma sinceridade e uma honestidade clara e simples como a que eu pretendia e pretendo lhe dar, mas vi que não era assim e fiquei um pouco confusa. Acho que é preciso deseducar para se reestruturar. Para se chegar aos instintos verdadeiros dentro da gente, para se descobrir o ‘certo’ da gente. Quando se está livre de toda a capa de educação, de ‘boa educação’, de ‘direitinho’, das normas, dos preconceitos e de tudo o que é ensinado pra gente, pode-se ter uma visão muito mais aberta da vida e do mundo”.Falecida aos 27 anos num desastre aéreo, de volta de um Festival de Cinema na Austrália, onde ganhou o prêmio de melhor atriz pela interpretação no filme “Mãos Vazias”, de Luís Carlos Lacerda, seu desaparecimento causou estrondosa comoção nacional. Hoje, Leila Diniz é um símbolo maior de uma vida pautada pela liberdade, na incessante luta contra os preconceitos, a intolerância e os falsos pudores de mentes travadas, sempre a postos na missão odiosa de obstruir e eliminar as autênticas sementes do amor e da felicidade.
LANÇAMENTO"Leila Diniz: uma Revolução na Praia"Joaquim ferreira dos SantosR$ 39,90280 páginas2008
COMPANHIA DAS LETRASJOSÉ AUGUSTO LOPES
Repórter
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
SHOWS
Ceará é palco para festival itinerante de música
Arthur Moreira Lima abre hoje, logo mais às 20h, no Parque do Cocó, a programação do festival Férias no Ceará, que aporta em vários municípios do Estado
Evento garante a diversidade das férias com apresentações gratuitas de nomes do cenário musical nacional em vários municípios do EstadoA música clássica e o pop rock nacional são as principais atrações do Férias no Ceará, festival que tem como palco vários municípios do Estado. Fortaleza, Ubajara, Cratéus, Barbalha, Sobral, Crato, Canoa Quebrada, Camocim, Tianguá e Juazeiro do Norte se revezam na programação e recebem atrações do porte de Arthur Moreira Lima, Biquini Cavadão, Titãs, Jota Quest e Paralamas do Sucesso.A programação do festival, uma realização da Secretaria de Turismo do Governo do Estado do Ceará, começa logo mais, às 20h, no Parque do Cocó, com apresentação do pianista Arthur Moreira Lima, que faz shows ainda no Centro Cultural Bom Jardim, amanhã, em Ubajara (dia 11), Cratéus (15) e Barbalha (17). Fortaleza recebe ainda, sempre às 20h, no Parque do Cocó, as bandas Biquini Cavadão (10), Titãs (17), Jota Quest (24) e Paralamas do Sucesso (31).Arte e culturaAs apresentações são gratuitas e têm como objetivo agitar as férias dos quatro cantos do Estado, atingindo municípios que nem sempre têm a chance de conferir atrações de porte nacional.A banda Biquini Cavadão faz shows em Sobral (9) e Crato (11). Os roqueiros dos Titãs fazem a alegria do público de Sobral (18) e de Canoa Quebrada (19). Camocim (23) e Cratéus (25) conferem a apresentação do pop despojado dos mineiros do Jota Quest. Finalizando a extensa programação do festival, uma das maiores bandas do rock nacional dos anos 1980 e 1990, o Paralamas do Sucesso, agita a rotina musical de Tianguá (30) e Juazeiro do Norte (1º de fevereiro).O Férias no Ceará é um festival que promove a união do Estado através da arte e cultura itinerantes. Acordes e melodias clássicas e pop tomam o Ceará de assalto, em plena alta estação, e garantem muita diversão, cultura e música nas férias de nativos e turistas, na capital e no interior. Mais informações:Férias no Ceará - Programação de shows com vários artistas nacionais até o próximo dia 01 de fevereiro. Abertura hoje, com apresentação do pianista Arthur Moreira Lima, no Parque do Cocó, às 20h. Entrada Gratuita. Confira programação completa no site da Secretaria de Turismo do Governo do Ceará (www.setur.ce.gov.br) ou pelos telefones (85) 3101.4661 / 3101.4654.
Ceará é palco para festival itinerante de música
Arthur Moreira Lima abre hoje, logo mais às 20h, no Parque do Cocó, a programação do festival Férias no Ceará, que aporta em vários municípios do Estado
Evento garante a diversidade das férias com apresentações gratuitas de nomes do cenário musical nacional em vários municípios do EstadoA música clássica e o pop rock nacional são as principais atrações do Férias no Ceará, festival que tem como palco vários municípios do Estado. Fortaleza, Ubajara, Cratéus, Barbalha, Sobral, Crato, Canoa Quebrada, Camocim, Tianguá e Juazeiro do Norte se revezam na programação e recebem atrações do porte de Arthur Moreira Lima, Biquini Cavadão, Titãs, Jota Quest e Paralamas do Sucesso.A programação do festival, uma realização da Secretaria de Turismo do Governo do Estado do Ceará, começa logo mais, às 20h, no Parque do Cocó, com apresentação do pianista Arthur Moreira Lima, que faz shows ainda no Centro Cultural Bom Jardim, amanhã, em Ubajara (dia 11), Cratéus (15) e Barbalha (17). Fortaleza recebe ainda, sempre às 20h, no Parque do Cocó, as bandas Biquini Cavadão (10), Titãs (17), Jota Quest (24) e Paralamas do Sucesso (31).Arte e culturaAs apresentações são gratuitas e têm como objetivo agitar as férias dos quatro cantos do Estado, atingindo municípios que nem sempre têm a chance de conferir atrações de porte nacional.A banda Biquini Cavadão faz shows em Sobral (9) e Crato (11). Os roqueiros dos Titãs fazem a alegria do público de Sobral (18) e de Canoa Quebrada (19). Camocim (23) e Cratéus (25) conferem a apresentação do pop despojado dos mineiros do Jota Quest. Finalizando a extensa programação do festival, uma das maiores bandas do rock nacional dos anos 1980 e 1990, o Paralamas do Sucesso, agita a rotina musical de Tianguá (30) e Juazeiro do Norte (1º de fevereiro).O Férias no Ceará é um festival que promove a união do Estado através da arte e cultura itinerantes. Acordes e melodias clássicas e pop tomam o Ceará de assalto, em plena alta estação, e garantem muita diversão, cultura e música nas férias de nativos e turistas, na capital e no interior. Mais informações:Férias no Ceará - Programação de shows com vários artistas nacionais até o próximo dia 01 de fevereiro. Abertura hoje, com apresentação do pianista Arthur Moreira Lima, no Parque do Cocó, às 20h. Entrada Gratuita. Confira programação completa no site da Secretaria de Turismo do Governo do Ceará (www.setur.ce.gov.br) ou pelos telefones (85) 3101.4661 / 3101.4654.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Tradição Popular
Dia de Reis é festejado por brincantes no Cariri
Grupos de Reisado se apresentam pelas ruas na Região do Cariri. Cultura popular é mantida mesmo com o problema da violência nas ruas (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)
Tradição é mantida em vários bairros dos municípios do Cariri. Em 2010, espetáculo poderá reunir grupos cabaçaisJuazeiro do Norte. Brincantes e guerreiros. Homens, mulheres e crianças do povo se vestem de reis e rainhas, para lembrar o momento de reverência ao Menino Jesus. É Dia de Reis. No Cariri a tradição é festejada em vários municípios. Em alguns deles, guetos se formam. Mostram organização de uma festa ancestral entre as camadas populares. Em outros, a emblemática realidade social de grupos que sofrem um processo de descaracterização contínua, mas resistem.Em Juazeiro do Norte, no bairro João Cabral, estão presentes grande parte dos grupos de reisado. Logo cedo, as ruas do bairro e a praça principal reúnem os brincantes. Mas há também o temor da comunidade em relação à violência entre grupos. Isso pode ser ouvido até das próprias crianças, que temem sair às ruas ao som das bandinhas cabaçais. Ano passado, um dos grupos mais tradicionais, o de Mestre Antônio, foi expulso das ruas a pedradas.O artista Carlos Gomide, da Associação dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, alerta para a constante descaracterização dos grupos e da sua disposição em contribuir para o reavivamento desses quilombos. “Afinal de contas é um grande espetáculo. Juazeiro pode centralizar um dos grandes espetáculos no Dia de Reis, com todos os grupos presentes. Isso reunindo todas as características dramáticas e da musicalidade que um Reisado pode oferecer, com todas as suas cenas”, diz ele.O artista lamenta os constantes momentos vivenciados pela violência. Em 2007, houve tiroteio, depois pedradas e ele ressalta que este ano o clima não é muito favorável, isso alertando também os aparatos de segurança. “É uma realidade cruel por conta da atual condição social e econômica que passa o povo, a questão dos problemas familiares. Isso acaba indo para as ruas”, explica.Enquanto ele sonha com o grande espetáculo que pode acontecer no próximo ano, nas Timbaúbas, a festa Dia de Reis continua nas ruas, em clima pacífico. No Crato, a Secretaria de Cultura, por meio da Fundação Elói Teles, organiza o cortejo dos grupos de tradição popular pelas principais ruas da cidade, no fim da tarde. A Praça da Sé e a Rffsa serão os locais de encontro dos grupos.Segundo a Secretaria de Cultura do Crato, foram enviados convites a todos os grupos de tradição, para o encontro no Centro Cultural do Araripe às 18 horas, percorrendo as ruas do Centro até a Catedral.Em Potengi, Mestre Luiz, líder e brincante do Reisado do Sassaré, realiza o tradicional Dia de Reis. O Reisado do Sassaré resiste há mais de 60 anos e é um dos raros grupos de brincantes que fazem uso de máscaras, reisado de caretas como é conhecido na tradição.FortalecimentoEsse ano, o Mestre Luiz ganha o apoio do Departamento de Cultura da Prefeitura, por meio do Secretário de Cultura do Município, Jefferson Luiz (Bob), por ser integrante da Banda Ferreiros e amigo pessoal do Mestre. Conforme Jefferson Luiz, a intenção é fortalecer o Reisado em Potengi, enquanto expressão de resistência da cultura popular da terra dos ferreiros. O Dia de Reis será comemorado na Capela do Sítio Sassaré, às 17h.Segundo o folclorista Cacá Araújo, as tradicionais festas do catolicismo popular têm suas origens nas festividades pagãs da antigüidade. Ele afirma que a “Tiração de Reis”, pelos Reisados do Cariri cearense ou a Folia de Reis em diversas outras regiões brasileiras, são realizadas no período de 25 de dezembro a 6 de janeiro. “Sua origem primária está na Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios”.
Dia de Reis é festejado por brincantes no Cariri
Grupos de Reisado se apresentam pelas ruas na Região do Cariri. Cultura popular é mantida mesmo com o problema da violência nas ruas (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)
Tradição é mantida em vários bairros dos municípios do Cariri. Em 2010, espetáculo poderá reunir grupos cabaçaisJuazeiro do Norte. Brincantes e guerreiros. Homens, mulheres e crianças do povo se vestem de reis e rainhas, para lembrar o momento de reverência ao Menino Jesus. É Dia de Reis. No Cariri a tradição é festejada em vários municípios. Em alguns deles, guetos se formam. Mostram organização de uma festa ancestral entre as camadas populares. Em outros, a emblemática realidade social de grupos que sofrem um processo de descaracterização contínua, mas resistem.Em Juazeiro do Norte, no bairro João Cabral, estão presentes grande parte dos grupos de reisado. Logo cedo, as ruas do bairro e a praça principal reúnem os brincantes. Mas há também o temor da comunidade em relação à violência entre grupos. Isso pode ser ouvido até das próprias crianças, que temem sair às ruas ao som das bandinhas cabaçais. Ano passado, um dos grupos mais tradicionais, o de Mestre Antônio, foi expulso das ruas a pedradas.O artista Carlos Gomide, da Associação dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, alerta para a constante descaracterização dos grupos e da sua disposição em contribuir para o reavivamento desses quilombos. “Afinal de contas é um grande espetáculo. Juazeiro pode centralizar um dos grandes espetáculos no Dia de Reis, com todos os grupos presentes. Isso reunindo todas as características dramáticas e da musicalidade que um Reisado pode oferecer, com todas as suas cenas”, diz ele.O artista lamenta os constantes momentos vivenciados pela violência. Em 2007, houve tiroteio, depois pedradas e ele ressalta que este ano o clima não é muito favorável, isso alertando também os aparatos de segurança. “É uma realidade cruel por conta da atual condição social e econômica que passa o povo, a questão dos problemas familiares. Isso acaba indo para as ruas”, explica.Enquanto ele sonha com o grande espetáculo que pode acontecer no próximo ano, nas Timbaúbas, a festa Dia de Reis continua nas ruas, em clima pacífico. No Crato, a Secretaria de Cultura, por meio da Fundação Elói Teles, organiza o cortejo dos grupos de tradição popular pelas principais ruas da cidade, no fim da tarde. A Praça da Sé e a Rffsa serão os locais de encontro dos grupos.Segundo a Secretaria de Cultura do Crato, foram enviados convites a todos os grupos de tradição, para o encontro no Centro Cultural do Araripe às 18 horas, percorrendo as ruas do Centro até a Catedral.Em Potengi, Mestre Luiz, líder e brincante do Reisado do Sassaré, realiza o tradicional Dia de Reis. O Reisado do Sassaré resiste há mais de 60 anos e é um dos raros grupos de brincantes que fazem uso de máscaras, reisado de caretas como é conhecido na tradição.FortalecimentoEsse ano, o Mestre Luiz ganha o apoio do Departamento de Cultura da Prefeitura, por meio do Secretário de Cultura do Município, Jefferson Luiz (Bob), por ser integrante da Banda Ferreiros e amigo pessoal do Mestre. Conforme Jefferson Luiz, a intenção é fortalecer o Reisado em Potengi, enquanto expressão de resistência da cultura popular da terra dos ferreiros. O Dia de Reis será comemorado na Capela do Sítio Sassaré, às 17h.Segundo o folclorista Cacá Araújo, as tradicionais festas do catolicismo popular têm suas origens nas festividades pagãs da antigüidade. Ele afirma que a “Tiração de Reis”, pelos Reisados do Cariri cearense ou a Folia de Reis em diversas outras regiões brasileiras, são realizadas no período de 25 de dezembro a 6 de janeiro. “Sua origem primária está na Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios”.
Televisão
A saga de Maria Moura
Glória Pires e Sebastião Vasconcelos: saga no sertão
Adaptação de Jorge Furtado e Carlos Gerbase da obra homônima de Rachel de Queiroz, a minissérie ´Memorial de Maria Moura´ trouxe Glória Pires no papel título e alcançou ótimos índices de audiência. A história, passada no Nordeste do século XIX, conta a luta de Maria Moura contra a opressão masculina, numa saga que envolve conflitos de família e disputa de terras.Depois de perder o pai ainda criança, aos 17 anos Maria Moura encontra a mãe morta e desconfia que o assassino é o próprio padrasto, um homem que também tenta seduzi-la. Sem aceitar o papel submisso reservado às mulheres, a heroína começa sua luta contra um mundo masculino. Ela, então, enfrenta uma jornada até a Serra dos Padres para defender seu sítio da invasão de seus primos Tonho (Ernani Moraes), Roque (Jol Barcellos) e Firma (Zezé Polessa). Apesar de durona, ela acaba se apaixonando por Cirino (Marcos Palmeira), mas ele a decepciona.A minissérie também contou a história de paixão e tragédia entre o padre José Maria (Kadu Moliterno) e Bela (Bia Seidl), casada com Anacleto (Antonio Grassi). O marido acaba descobrindo o romance proibido e mata a mulher. Desolado, o padre José Maria busca abrigo ao lado de Maria Moura.Embora tenha sido ambientada no sertão do Nordeste, a minissérie dirigida por Roberto Farias, Mauro Mendonça Filho, Denise Saraceni e Marcelo de Barreto foi gravada em Tiradentes, ciem Minas Gerais.
A saga de Maria Moura
Glória Pires e Sebastião Vasconcelos: saga no sertão
Adaptação de Jorge Furtado e Carlos Gerbase da obra homônima de Rachel de Queiroz, a minissérie ´Memorial de Maria Moura´ trouxe Glória Pires no papel título e alcançou ótimos índices de audiência. A história, passada no Nordeste do século XIX, conta a luta de Maria Moura contra a opressão masculina, numa saga que envolve conflitos de família e disputa de terras.Depois de perder o pai ainda criança, aos 17 anos Maria Moura encontra a mãe morta e desconfia que o assassino é o próprio padrasto, um homem que também tenta seduzi-la. Sem aceitar o papel submisso reservado às mulheres, a heroína começa sua luta contra um mundo masculino. Ela, então, enfrenta uma jornada até a Serra dos Padres para defender seu sítio da invasão de seus primos Tonho (Ernani Moraes), Roque (Jol Barcellos) e Firma (Zezé Polessa). Apesar de durona, ela acaba se apaixonando por Cirino (Marcos Palmeira), mas ele a decepciona.A minissérie também contou a história de paixão e tragédia entre o padre José Maria (Kadu Moliterno) e Bela (Bia Seidl), casada com Anacleto (Antonio Grassi). O marido acaba descobrindo o romance proibido e mata a mulher. Desolado, o padre José Maria busca abrigo ao lado de Maria Moura.Embora tenha sido ambientada no sertão do Nordeste, a minissérie dirigida por Roberto Farias, Mauro Mendonça Filho, Denise Saraceni e Marcelo de Barreto foi gravada em Tiradentes, ciem Minas Gerais.
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